COMUNICADO SOBRE O CORONAVÍRUS

Círculo da Luz suspende atividades

 

Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela. Desatender as necessidades que a própria Natureza indica, é desatender a lei de Deus.  (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XVII, Item 11)

 

Com base nas orientações do Ministério da Saúde e o avanço do coronavírus, a Sociedade Espírita Círculo da Luz, decide suspender todas as suas atividades até o final de março.  Portanto, as atividades de grupo, passes, palestras, cabines de atendimento fraterno, aulas de evangelização e da Escola Básica de Espiritismo etc., estão suspensas, momentaneamente.

 

Ressaltamos que é fundamental todas ações recomendados pelo Ministério da Saúde, mas sem jamais esquecer da higiene mental, a prece e o amor ao próximo. Abraços e apertos de mãos, neste momento, devem ser evitados, mas devemos orar e pedir auxílio às equipes espirituais que se desdobram nos atendimentos aos irmãos encarnados e desencarnados.

 

Assim que voltarmos às atividades normais, informaremos através de todos os nossos meios de comunicação.

Gratos pela sua atenção

 

Diretoria do CL

 

 

 

EVANGELHO DA SEMANA

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

1. Pilatos, tendo entrado de novo no palácio e feito vir Jesus à sua presença, perguntou-lhe: És o rei dos judeus? – Respondeu-lhe Jesus: Meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, a minha gente houvera combatido para impedir que eu caísse nas mãos dos judeus; mas, o meu reino ainda não é aqui.

Disse-lhe então Pilatos: És, pois, rei? – Jesus lhe respondeu: Tu o dizes; sou rei; não nasci e não vim a este mundo senão para dar testemunho da verdade. Aquele que pertence à verdade escuta a minha voz. (S. JOÃO, 18:33, 36 e 37.)


A vida futura
2. Por essas palavras, Jesus claramente se refere à vida futura, que ele apresenta, em todas as circunstâncias, como a meta a que a Humanidade irá ter e como devendo constituir objeto das maiores preocupações do homem na Terra. Todas as suas máximas se reportam a esse grande princípio. Com efeito, sem a vida futura, nenhuma razão de ser teria a maior parte dos seus preceitos morais, donde vem que os que não creem na vida futura, imaginando que ele apenas falava na vida presente, não os compreendem, ou os consideram pueris.

Esse dogma pode, portanto, ser tido como o eixo do ensino do Cristo, pelo que foi colocado num dos primeiros lugares a frente desta obra. É que ele tem de ser o ponto de mira de todos os homens; só ele justifica as anomalias da vida terrena e se mostra de acordo com a justiça de Deus.

3. Apenas ideias muito imprecisas tinham os judeus acerca da vida futura. Acreditavam nos anjos, considerando-os seres privilegiados da Criação; não sabiam, porém, que os homens podem um dia tornar-se anjos e partilhar da felicidade destes. Segundo eles, a observância das leis de Deus era recompensada com os bens terrenos, com a supremacia da nação a que pertenciam, com vitórias sobre os seus inimigos. As calamidades públicas e as derrotas eram o castigo da desobediência àquelas leis. Moisés não pudera dizer mais do que isso a um povo pastor e ignorante, que precisava ser tocado, antes de tudo, pelas coisas deste mundo. Mais tarde, Jesus lhe revelou que há outro mundo, onde a justiça de Deus segue o seu curso. É esse o mundo que ele promete aos que cumprem os mandamentos de Deus e onde os bons acharão sua recompensa. Aí o seu reino; lá é que ele se encontra na sua glória e para onde voltaria quando deixasse a Terra.

Jesus, porém, conformando seu ensino com o estado dos homens de sua época, não julgou conveniente dar-lhes luz completa, percebendo que eles ficariam deslumbrados, visto que não a compreenderiam. Limitou-se a, de certo modo, apresentar a vida futura apenas como um princípio, como uma lei da Natureza a cuja ação ninguém pode fugir. Todo cristão, pois, necessariamente crê na vida futura; mas, a idéia que muitos fazem dela é ainda vaga, incompleta e, por isso mesmo, falsa em diversos pontos. Para grande número de pessoas, não há, a tal respeito, mais do que uma crença, balda de certeza absoluta, donde as dúvidas e mesmo a incredulidade.

O Espiritismo veio completar, nesse ponto, como em vários outros, o ensino do Cristo, fazendo-o quando os homens já se mostram maduros bastante para apreender a verdade. Com o Espiritismo, a vida futura deixa de ser simples artigo de fé, mera hipótese; torna-se uma realidade material, que os fatos demonstram, porquanto são testemunhas oculares os que a descrevem nas suas fases todas e em todas as suas peripécias, e de tal sorte que, além de impossibilitarem qualquer dúvida a esse propósito, facultam à mais vulgar inteligência a possibilidade de imaginá-la sob seu verdadeiro aspecto, como toda gente imagina um país cuja pormenorizada descrição leia. Ora, a descrição da vida futura é tão circunstancialmente feita, são tão racionais as condições, ditosas ou infortunadas, da existência dos que lá se encontram, quais eles próprios pintam, que cada um, aqui, a seu mau grado, reconhece e declara a si mesmo que não pode ser de outra forma, porquanto, assim sendo, patente fica a verdadeira justiça de Deus.

A realeza de Jesus
4. Que não é deste mundo o reino de Jesus todos compreendem, mas, também na Terra não terá ele uma realeza? Nem sempre o título de rei implica o exercício do poder temporal. Dá-se esse título, por unânime consenso, a todo aquele que, pelo seu gênio, ascende à primeira plana numa ordem de idéias quaisquer, a todo aquele que domina, o seu século e influi sobre o progresso da Humanidade. É nesse sentido que se costuma dizer: o rei ou príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc. Essa realeza, oriunda do mérito pessoal, consagrada pela posteridade, não revela, muitas vezes, preponderância bem maior do que a que cinge a coroa real? Imperecível é a primeira, enquanto esta outra é joguete das vicissitudes; as gerações que se sucedem à primeira sempre a bendizem, ao passo que, por vezes, amaldiçoam a outra. Esta, a terrestre, acaba com a vida; a realeza moral se prolonga e mantém o seu poder, governa, sobretudo, após a morte. Sob esse aspecto não é Jesus mais poderoso rei do que os potentados da Terra? Razão, pois, lhe assistia para dizer a Pilatos, conforme disse: “Sou rei, mas o meu reino não é deste mundo.”

O ponto de vista
5. A ideia clara e precisa que se faça da vida futura proporciona inabalável fé no porvir, fé que acarreta enormes consequências sobre a moralização dos homens, porque muda completamente o ponto de vista sob o qual encaram eles a vida terrena. Para quem se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, que é indefinida, a vida corpórea se torna simples passagem, breve estada num país ingrato. As vicissitudes e tribulações dessa vida não passam de incidentes que ele suporta com paciência, por sabê-las de curta duração, devendo seguir-lhes um estado mais ditoso. À morte nada mais restará de aterrador; deixa de ser a porta que se abre para o nada e torna-se a que dá para a libertação, pela qual entra o exilado numa mansão de bem-aventurança e de paz. Sabendo temporária e não definitiva a sua estada no lugar onde se encontra, menos atenção presta às preocupações da vida, resultando-lhe daí uma calma de espírito que tira àquela muito do seu amargor.

Pelo simples fato de duvidar da vida futura, o homem dirige todos os seus pensamentos para a vida terrestre. Sem nenhuma certeza quanto ao porvir, dá tudo ao presente. Nenhum bem divisando mais precioso do que os da Terra, torna-se qual a criança que nada mais vê além de seus brinquedos. E não há o que não faça para conseguir os únicos bens que se lhe afiguram reais. A perda do menor deles lhe ocasiona causticante pesar; um engano, uma decepção, uma ambição insatisfeita, uma injustiça de que seja vítima, o orgulho ou a vaidade feridos são outros tantos tormentos, que lhe transformam a existência numa perene angústia, infligindo-se ele, desse modo, a si próprio, verdadeira tortura de todos os instantes. Colocando o ponto de vista, de onde considera a vida corpórea, no lugar mesmo em que ele aí se encontra, vastas proporções assume tudo o que o rodeia. O mal que o atinja, como o bem que toque aos outros, grande importância adquire aos seus olhos. Àquele que se acha no interior de uma cidade, tudo lhe parece grande: assim os homens que ocupem as altas posições, como os monumentos. Suba ele, porém, a uma montanha, e logo bem pequenos lhe parecerão homens e coisas.

É o que sucede ao que encara a vida terrestre do ponto de vista da vida futura; a Humanidade, tanto quanto as estrelas do firmamento, perde-se na imensidade. Percebe então que grandes e pequenos estão confundidos, como formigas sobre um montículo de terra; que proletários e potentados são da mesma estatura, e lamenta que essas criaturas efêmeras a tantas canseiras se entreguem para conquistar um lugar que tão pouco as elevará e que por tão pouco tempo conservarão. Daí se segue que a importância dada aos bens terrenos está sempre em razão inversa da fé na vida futura.

6. Se toda a gente pensasse dessa maneira, dir-se-ia, tudo na Terra periclitaria, porquanto ninguém mais se iria ocupar com as coisas terrenas. Não; o homem, instintivamente, procura o seu bem-estar e, embora certo de que só por pouco tempo permanecerá no lugar em que se encontra, cuida de estar aí o melhor ou o menos mal que lhe seja possível. Ninguém há que, dando com um espinho debaixo de sua mão, não a retire, para se não picar. Ora, o desejo do bem-estar força o homem a tudo melhorar, impelido que é pelo instinto do progresso e da conservação, que está nas leis da Natureza. Ele, pois, trabalha por necessidade, por gosto e por dever, obedecendo, desse modo, aos desígnios da Providência que, para tal fim, o pôs na Terra. Simplesmente, aquele que se preocupa com o futuro não liga ao presente mais do que relativa importância e facilmente se consola dos seus insucessos, pensando no destino que o aguarda.

Deus, conseguintemente, não condena os gozos terrenos; condena, sim, o abuso desses gozos em detrimento das coisas da alma. Contra tais abusos é que se premunem os que a si próprios aplicam estas palavras de Jesus: Meu reino não é deste mundo.

Aquele que se identifica com a vida futura assemelha-se ao rico que perde sem emoção uma pequena soma. Aquele cujos pensamentos se concentram na vida terrestre assemelha-se ao pobre que perde tudo o que possui e se desespera.

7. O Espiritismo dilata o pensamento e lhe rasga horizontes novos. Em vez dessa visão, acanhada e mesquinha, que o concentra na vida atual, que faz do instante que vivemos na Terra único e frágil eixo do porvir eterno, ele, o Espiritismo, mostra que essa vida não passa de um elo no harmonioso e magnífico conjunto da obra do Criador. Mostra a solidariedade que conjuga todas as existências de um mesmo ser, todos os seres de um mesmo mundo e os seres de todos os mundos. Faculta assim uma base e uma razão de ser à fraternidade universal, enquanto a doutrina da criação da alma por ocasião do nascimento de cada corpo torna estranhos uns aos outros todos os seres. Essa solidariedade entre as partes de um mesmo todo explica o que inexplicável se apresenta, desde que se considere apenas um ponto. Esse conjunto, ao tempo do Cristo, os homens não o teriam podido compreender, motivo por que ele reservou para outros tempos o fazê-lo conhecido.

Instruções dos Espíritos
8. Quem melhor do que eu pode compreender a verdade destas palavras de Nosso Senhor: “O meu reino não é deste mundo”? O orgulho me perdeu na Terra. Quem, pois, compreenderia o nenhum valor dos reinos da Terra, se eu o não compreendia? Que trouxe eu comigo da minha realeza terrena? Nada, absolutamente nada. E, como que para tornar mais terrível a lição, ela nem sequer me acompanhou até o túmulo! Rainha entre os homens, como rainha julguei que penetrasse no reino dos céus! Que desilusão! Que humilhação, quando, em vez de ser recebida aqui qual soberana, vi acima de mim, mas muito acima, homens que eu julgava insignificantes e aos quais desprezava, por não terem sangue nobre! Oh! como então compreendi a esterilidade das honras e grandezas que com tanta avidez se requestam na Terra!

Para se granjear um lugar neste reino, são necessárias a abnegação, a humildade, a caridade em toda a sua celeste prática, a benevolência para com todos. Não se vos pergunta o que fostes, nem que posição ocupastes, mas que bem fizestes, quantas lágrimas enxugastes.

Oh! Jesus, tu o disseste, teu reino não é deste mundo, porque é preciso sofrer para chegar ao céu, de onde os degraus de um trono a ninguém aproximam. A ele só conduzem as veredas mais penosas da vida. Procurai-lhe, pois, o caminho, através das urzes e dos espinhos, não por entre as flores.

Correm os homens por alcançar os bens terrestres, como se os houvessem de guardar para sempre. Aqui, porém, todas as ilusões se somem. Cedo se apercebem eles de que apenas apanharam uma sombra e desprezaram os únicos bens reais e duradouros, os únicos que lhes aproveitam na morada celeste, os únicos que lhes podem facultar acesso a esta.

Compadecei-vos dos que não ganharam o reino dos céus; ajudai-os com as vossas preces, porquanto a prece aproxima do Altíssimo o homem; é o traço de união entre o céu e a Terra: não o esqueçais. – Uma Rainha de França. (Havre, 1863.)

site: https://www.kardecpedia.com/

INSCRIÇÕES PARA ESCOLA BÁSICA DE ESPIRITISMO

Em razão do Decreto contra o coronavírus, todas as atividades do Centro Espírita estão suspensas

 

A partir da segunda semana de março (9/03), os interessados em aprender a Doutrina Espírita podem se inscrever na Escola Básica de Espiritismo, na Sociedade Espírita Círculo da Luz.

Dias das inscrições:

  • Quartas-feiras – das 14h às 15h30
  • Quintas-feiras – das 20h às 21h
  • Sábado –  das 14h às 15h30

CALENDÁRIO DE ATIVIDADES – 2020

 

Março

Reunião do Atendimento Fraterno

Data: 21/03

Horário: 16h

 

Palestra Especial

Tema: Memórias de um Suicida

Data: 25/03

Horário: 20h

Palestrante: José Luis Terra

Traga um 1kg de alimento não perecível

 

Abril

Ciclo de Palestras Psicológicas

Tema: A Arte da Escutatória

Data: 04/04

Palestrante: Adriana Paim

 

Maio

Palestra Especial

Tema: A Linguagem do Coração

Palestrante: Vinícius Louzada

Horário: 20h

 

Ciclo de Palestras Psicológicas

Tema:  Relacionamento Conjugal

Data: 09/05

Palestrante: Aline Gonçalves

 

Junho

Ciclo de Palestras Psicológicas

Tema:   A Psicologia de Augusto Cury à Luz da Doutrina Espírita

Data: 06/06

Palestrante: Zoé Paim

 

Julho

Ciclo de Palestras Psicológicas

Tema:   Meditação para Crianças

Data: 04/07

Palestrante: Patrícia Costa

 

Agosto

Ciclo de Palestras Psicológicas

Tema:   Ansiedade

Data: 01/08

Palestrante: Marisa Seguésio

 

Setembro

Ciclo de Palestras Psicológicas

Tema:   Psicologia e Espiritualidade na Busca pela Transcendência

Data: 05/09

Palestrante: Thiago Oliveira

 

Outubro 

Ciclo de Palestras Psicológicas

Tema:   Limites na Criação dos Filho

Data: 03/10

Palestrante: Marlene Ávila

 

Novembro

Ciclo de Palestras Psicológicas

Tema:   Educação Moral

Data: 07/11

Palestrante: Aline Gonçalves

 

Artigo| AMOR AOS ANIMAIS

Divaldo Franco
Professor, médium e conferencista

 

Em um governo do passado, um dos seus ministros conduziu, oportunamente, um cão ao veterinário em carro oficial. Surpreendido por um repórter, este advertiu-o sobre a irregularidade que estava cometendo, e o mesmo respondeu enfático: – Os cães também são gente!

Acredito, pessoalmente, que o Sr. Ministro quis dizer que os animais também merecem o tratamento dado às criaturas humanas.

De imediato, foi ironizado e tornou-se motivo de troça.

Se ainda estiver reencarnado, ele poderá esclarecer que os animais estão sendo mais bem tratados do que os seres humanos.

O amor aos animais demonstra uma grande conquista pela sociedade, em razão do respeito à vida em todas as suas expressões.

Os animais merecem as mais carinhosas expressões de ternura e cuidados na condição em que estagiam.

Francisco, o santo de Assis, assim o fez, inclusive ao então terrível lobo de Gúbio. Entretanto, forçoso é considerar, como ocorre em todas as ideias que se transformam em tendência, isto é, se fazem voga, que nelas surgem comportamentos extravagantes.

Os animais, quando domesticados, tornam-se excelentes companheiros de pessoas enfermas, solitárias, portadoras de conflitos, inclusive depressão, autismo, síndrome de Down e outros problemas.

A solidão também requer muito o amor dos animais, tornando-os verdadeiros amigos e companheiros.

No entanto, em uma civilização na qual a miséria moral é muito grande, dela decorrendo a miséria socioeconômica, os excessos nos cuidados aos animais tornam-se uma afronta ao sofrimento dos invisíveis, que se tornam desagradáveis, desprezados e, não raro, perseguidos.

É compreensível que, através do amor, que deve viger entre as criaturas, este se expanda aos animais, aos vegetais, à natureza que nos mantém vivos e, ingratamente, a destruímos.

Substituir o afeto de um ser humano pelo de um animal é lamentável, porque os dois não são incompatíveis. Pode-se amar o gênero humano e também o animal, com o mesmo calor emocional e cuidado.

Algumas pessoas, sofridas e solitárias, referem-se que preferem amar aos inocentes animais do que aos indivíduos conscientes, que traem, magoam e são indiferentes aos seus padecimentos.

Não me parece feliz a troca afetiva, porque o instinto de preservação da vida também se encontra nos animais e, graças ao instinto, em algumas vezes sucedem graves acontecimentos entre esses e os seus cuidadores.

É inegável que tentar transformar um animal em um ser humano, por mais se cuide de trabalhar esse requisito, jamais se conseguirá. Entretanto, o amor que lhe seja dedicado é um passo gigantesco na afetividade que um dia será dirigida às criaturas humanas.

A evolução é inevitável e a força do amor invencível.

 

 

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, de 29 de novembro de 2018.

Artigo| JESUS É A SOLUÇÃO

Por Divaldo Franco

Vivemos um momento sociocultural dos mais graves na história da humanidade. Filosofias variadas ao lado da ciência e da tecnologia de ponta têm apresentado comportamentos variados que ainda não conseguiram tornar a criatura terrestre verdadeiramente feliz.

Pelo contrário, as fórmulas propostas por serem complexas algumas e outras banais, exigem demasiada ansiedade ou nenhuma responsabilidade, dando lugar a lutas íntimas que atormentam antes e depois de fruído o prazer, confundido com felicidade.

O hedonismo predomina em quase todos os rincões da convivência, e logo passadas as sensações que invariavelmente proporciona, tormentoso vazio existencial apodera-se dos sentimentos amargurados.

Indispensável que uma proposta ética de sabor imortal seja introjetada no ser moderno, de forma que o seu foco existencial não seja o puro e simples gozar. Nesse sentido, avulta-se o pensamento de Jesus, não apenas como o do Homem que dividiu a História, mas, sobretudo, pelo significado dos Seus conteúdos.

Algumas doutrinas religiosas do passado, assim como de hoje, preocupam-se com o Ser teológico, místico, diante da realidade asfixiante do momento. Esqueceram-se de que também no Seu tempo, guardadas as distâncias de ocasião e de lugar, Ele exerceu sobre as massas uma influência libertadora inimaginável, ensinando que no amor, que transcende os interesses mesquinhos de trocas e compensações, encontra-se a verdadeira plenitude.

Isto porque o sentido da vida não se extingue na sepultura onde tudo se aniquilaria, demonstrando a inutilidade de um comportamento saudável e afetuoso. A vida é indestrutível, alterando somente a forma pela qual se expressa. O corpo é uma veste do Espírito, assim como o pensamento, acionando-lhe os neurônios, se expressa no corpo material.

A energia pensante através dos impulsos elétricos nos axônios decodifica a onda mental que prossegue, mesmo quando esses degeneram e morrem. A mente é exteriorizada pelo Espírito que é o princípio inteligente do Universo, conforme eles próprios responderam, quando interrogados por Allan Kardec, podendo existir sem o corpo embora este não possa viver sem ele.

A Natureza não gastaria dois bilhões e duzentos milhões de anos na elaboração do ser humano, seguindo um projeto completamente organizado em incontáveis detalhes, para depois destruir ou transformá-lo em nada.

Esse planejamento, o mais notável que se conhece, é o coroamento do processo evolutivo universal. Ademais, em todos os tempos sempre houve manifestações post mortem, demonstrando a sobrevivência do Espírito à disjunção molecular.

Adquirindo-se a certeza dessa realidade, imediatamente ocorre ao pensamento, como viver-se para experimentar-se bem-estar antes e depois da morte física. De imediato, o amor responde a todas interrogações, conforme viveu e ensinou Jesus pelo exemplo que permanece como soberano código para a conquista da plenitude. Trata-se, portanto, de um comportamento filosófico e não apenas religioso como se apregoa incessantemente. Essa lição está na base de todas as religiões e mesmo fora delas, como diretriz de segurança para as criaturas humanas durante a trajetória terrestre.

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, de 24 de janeiro de 2019.

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COMO FAZER EVANGELHO NO LAR

 

 

EVANGELHO NO LAR

1. Escolha o dia de sua preferência. Sugerimos um dia de fácil memorização, por exemplo, segunda ou sexta-feira.
2. Escolha um aposento silencioso e agradável da casa, de preferência a sala de jantar, e que esteja com os aparelhos eletro-eletrônicos desligados.
3. Coloque uma jarra com água sobre a mesa, para fluidificação. Na falta dessa podem ser utilizados copos, qualquer um, em número correspondente aos integrantes do Evangelho.
4. Sentar-se à mesa sem alarde e sem barulho.
5. Fazer a prece de abertura, a que toque mais fundamente o sentimento familiar. Pode ser uma prece pronta ou uma prece espontânea, o importante é, repetimos, o sentimento da fé e a confiança na Proteção Divina.
6. Após, fazer uma leitura breve de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Comentar com palavras próprias o trecho lido. No início poderá existir certa timidez mas, com o correr do tempo, os comentários surgirão espontaneamente pois que os Espíritos amigos estarão auxiliando na compreensão dos textos selecionados.
7. Os demais integrantes poderão tecer comentários também, caso o desejem, mesmo que estes levem a assuntos pessoais e/ou a diálogos, naturalmente que sempre pertinentes ao tema em foco. O Evangelho no Lar é antes de tudo uma reunião de Espíritos reencarnados no mesmo ambiente, buscando através da prece, da elevação de pensamentos e do diálogo fraterno, o amparo e o auxílio do Mais Alto para seus problemas e necessidades. Não deve ser jamais solene ou ritualístico, com palavras e movimentos decorados a lembrar missas e demais cultos.
8. Para incentivar a participação dos filhos ou demais membros, com exceção do pequeninos, é conveniente pedir que leiam mensagens espíritas, para reflexão do grupo. Incentivar também, com carinho, o comentário após a leitura. Sugerimos aqui os livros Fonte Viva e/ou Pão Nosso, de Emmanuel, Agenda Cristã e/ou Sinal Verde, de André Luiz.

9. Proferir a prece de encerramento e rogar, como exemplo, pela paz, harmonia, saúde e felicidade dos membros da reunião e de todos com os quais convivem. Desejando, rogar também pelos doentes, desamparados e infelizes da Terra. Por último, pedir a bênção de Deus para os familiares desencarnados, sem temor. A lembrança da prece alegra e pacifica os que partiram.
10. É completamente desaconselhável qualquer manifestação mediúnica durante o Evangelho no Lar.
11. Servir, após a prece de encerramento, a água fluidificada.
12. Tempo: o necessário para a família. Sugerimos uma reunião de 15 a 30 minutos. Música: sim, se for do agrado de todos. Sugerimos música instrumental, em volume baixo.